A Cinderela

A bela dormia em sono profundo. Não, não havia sido envenenada por nenhuma bruxa má. Um “boa noite, Cinderela”, talvez… Mas o que lhe pesava era o cansaço de um dia de trabalho duro.

O que lhe acordou tampouco foi o beijo de seu príncipe. Foi o “ringtone” de seu celular, tocando a melodia de alguma música do Rei Roberto Carlos. Quem teria ousado acordá-la àquela hora? Príncipe, com certeza, não seria, pensou ela.

Isto era mais comum entre os sapos. De qualquer forma, ela atendeu, conseguiu sorrir, tomou um banho, se arrumou e rumou ao encontro do desconhecido. Cruzou uma Porto Alegre extasiada pela festa dos
torcedores, era dia de futebol. Naquele hotel de luxo, subiu curiosa no elevador: como seria este novo batráquio? Bem, a campainha tocou, e a surpresa se revelou agradável para ambos. Tudo bem, não seria o príncipe, pensou ela, mas também não era dos piores sapos.

O olhar inicial, seguido de um amplo sorriso, foi recíproco. E foi o suficiente para aquecer por dentro o improvável casal. Poucos minutos e algumas palavras depois, já estavam se acariciando, primeiro com algumas resistentes peças de suas roupas, depois já desnudos.

Com uma massagem, ela removeu o resto do cansaço de seu sapo-príncipe, na verdade um jovem executivo forasteiro em busca de emoções. Para sua surpresa, ao invés de saciar, se viu saciada: seu novo amigo não titubeou em explorar cada milímetro daquele corpo sensual, longilíneo e de curvas irretocavelmente perfeitas. Ora com uma língua que parecia aveludada, ora com mãos precisas, deixou aquela princesa devassa totalmente entregue, fazendo-a explodir em vários e sucessivos gozos que pareciam intermináveis.

O carinho com que a princesa se entregou ao forasteiro, escalando seu corpo com uma incrível maestria, fez com que este também se entregasse em gozos alucinados. Ao final da noite, refestelados na cama e esquecidos por completo do tempo gregoriano, curtiram o gostinho de “quero mais” que permaneceu entre eles. E ficou a promessa: o sapo-príncipe, sempre que voltar a andar pelas margens do Guaíba, fará questão de acordar a princesa.

Será sempre diferente das fábulas, é verdade, mas o resultado, sabe ele, será sempre fabuloso.

Este conto foi enviado por um cliente em homenagem a mim, achei tão lindo, que decidi postar aqui no blog.

Saudades suas querido, quando vier aqui em Porto, me liga.

Beijos,

Bia Matos
Acompanhante Porto Alegre
(51)8477-1515
http://www.biamatos.com.br 

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